Categoria: Mulher

7 de outubro de 2020

American Urological Association (AUA) define a Síndrome da Bexiga Dolorosa (SBD)/Cistite Intersticial (CI) como uma sensação desagradável (dor, pressão ou desconforto) na região vesical (bexiga), que está associada a sintomas do trato urinário inferior com mais de seis semanas de duração na ausência de infecção ou outra causa que possa ser identificada. Como sintomas da SBD/CI, citam-se:

  • Necessidade urgente de urinar, tanto durante o dia como à noite.
  • Necessidade frequente de urinar, destacando-se que em casos graves de SBD/CI a pessoa pode urinar até 20 vezes por dia ou mais.
  • Pressão, dor e sensibilidade na bexiga, pelve e períneo. A dor e a pressão podem aumentar à medida que a bexiga enche, e diminuir à medida que a bexiga se esvazia.
  • Dor durante a relação sexual (dispareunia).

O diagnóstico da SBD/CI deve ser baseado na presença de dor pélvica crônica somada à pressão, dor ou desconforto vesical e também a um ou mais sintomas urinários, como a urgência urinária ou o aumento da frequência miccional associada ao baixo volume vesical. Outras doenças como câncer de bexiga, doenças infecciosas (infecção urinária), prolapsos (queda da bexiga), endometriose, candidíase vaginal e câncer ginecológico devem ser descartadas. O tratamento deve iniciar com orientações em relação ao diagnóstico, manejo e prognóstico da doença. O t

15 de setembro de 2020

A relação entre a incontinência urinária (IU) e a mobilidade funcional vem sendo investigada. Há evidências de que mulheres idosas com IU apresentam maior declínio de sua mobilidade funcional (marcha e equilíbrio) quando comparadas às mulheres continentes e que tais funções se tornam ainda mais comprometidas naquelas mulheres com IU severa (Fritel et al., 2015). O comprometimento do equilíbrio postural (EP) leva a um maior risco de quedas, e a prevalência de quedas em indivíduos idosos com IU é maior quando comparada aos indivíduos sem IU (Luo et al., 2015). Em um estudo com 6.051 indivíduos com 75 anos ou mais observou-se que 810 deles (13%) relataram IU e quedas durante o ano anterior ao estudo (Wenger et al., 2010). A literatura relata que mulheres com incontinência urinária de esforço apresentam um maior deslocamento do centro de gravidade, comparadas às mulheres continentes, sugerindo-se que o EP pode estar prejudicado, aumentando o risco de quedas (Smith et al., 2008). Observa-se que mulheres com IU moderada apresentam déficit no controle postural quando comparadas às mulheres continentes e que os programas de exercícios de estabilidade postural devem ser incluídos nos programas de tratamento para mulheres com IU (Chmielewska et al., 2017). Tanto as quedas como a IU são fatores de limitação física e de impacto na qualidade de vida, pois exercem múltiplos efeitos sobre as

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1 de agosto de 2020

A Síndrome da Dor Pélvica Crônica (SDPC) é uma condição de dor que, no homem, pode causar consequências no sistema urológico, gastrointestinal, musculoesquelético, com impacto negativo na qualidade de vida geral e na atividade sexual. No sistema urológico, classifica-se a Síndrome da Dor Pélvica Crônica Urológica (SDPCU), subdividida em Síndrome da Dor Prostática/Síndrome da Dor Pélvica Crônica e Síndrome da Dor Vesical (SDV) (Clemens et al., 2014). A SDPC caracteriza-se pela presença de dor na região da próstata, na ausência de outras patologias do trato urinário inferior, por mais de seis meses, e a dor frequentemente é reportada no períneo, reto, pênis, testículo e abdômen, associada a sintomas do trato urinário inferior, com impacto social, psicológico e na sexualidade (EAU, 2016). A SDV caracteriza-se pela presença de sintomas miccionais, como aumento da frequência urinária, urgência, hesitância, sensação de resíduo pós-miccional, noctúria e disúria, na ausência de patologias do trato urinário inferior, associados ou não a sintomas de dor pélvica, dor perineal e dor lombar. Como a SDPU é multifatorial, existe a necessidade de tratamentos interdisciplinares que incluem profissionais médicos, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, entre outros. Em relação a atuação da fisioterapia, a avaliação fisioterapêutica é realizada através de uma anamnese completa, avaliação dos

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17 de maio de 2020
Caros Amigos (as) da Berta,
Aproveitando esse momento de pandemia, a Associação Brasileira Pela Continência B. C. Stuart com o apoio da empresa Boston Scientific, irá realizar no dia 22/05 uma palestra digital.
O urologista Dr. Luiz Gustavo Morato de Toledo será o nosso convidado e estará abordando o tema: “Incontinência Urinária: Quando procurar ajuda?”
A conversa terá como foco a incontinência urinária masculina e feminina e sua participação será muito enriquecedora.
É só clicar no link abaixo e você será direcionado para o aplicativo Teams:
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16 de agosto de 2018

Ontem, dia 15 de agosto foi celebrado o dia da gestante. E o que a gravidez pode ter a ver com a incontinência urinária?

Segundo a Sociedade Internacional de Continência(ICS) , a incontinência urinária é definida como qualquer perda involuntária de urina. São definidas em cinco tipos: incontinência urinária de esforço, incontinência urinária de urgência, incontinência urinária mista, incontinência urinária por transbordamento e incontinência urinária funcional.

A gestação é considerada um fator que favorece o aparecimento de incontinência urinária (IU)), pois pode levar ao enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico. O tipo mais comum de incontinência

2 de agosto de 2018

No próxima sábado, dia 4 de agosto, na cidade de Brackley, no Reino Unido, Zara um paciente com diagnóstico de Cistite Intersticial (CI), também conhecida como Síndrome da Bexiga Dolorosa fará um salto de paraquedas para chamar a atenção da população quanto às dificuldades do diagnóstico e tratamento da doença. O jovem convida à todos a realizarem doações neste dia, todo o dinheiro arrecadado será enviado diretamente ao Bladder Health UK e poderá ajudar a encontrar e financiar tratamentos mais eficazes. A Cistite Intersticial é uma doença dolorosa e debilitante causando dor extrema na parede da bexiga, além de frequência e urgência miccional. A CI não tem nenhuma causa ou cura conhecida até o momento. Estudos indicam que apenas metade de todas as vítimas de CI podem trabalhar em tempo integral. Também foi observado que a qualidade de vida é bastante afetada, semelhante à de um paciente com câncer ou de diálise renal. “Eu tive problemas de bexiga desde antes de me lembrar, mas tenho experimentado a dor nos últimos 15 anos, gradualmente piorando e desfazendo, não só da minha vida, mas da minha identidade. Tenho 31 anos, amo animais, adoro viajar e explorar novos lugares. Mas, no último ano, passei mais da minha vida na cama, com muita dor para me mover, do que realmente vivendo”, relata Zara Bough. A cistite intersticial é uma doença complexa e crônica caracterizada pela irritaçã

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15 de junho de 2018

O aparelho urinário, no corpo humano, tem função de filtrar o sangue para eliminar substâncias tóxicas e/ou excessivas, através da produção de urina. É composto pelos rins, ureteres, bexiga e uretra. A bexiga tem a função de armazenar e eliminar a urina que foi produzida pelos rins, através da uretra.

Quem controla todo esse mecanismo é o sistema nervoso, tanto o central (cérebro), como o periférico (nervos). Assim, de forma bem simplificada, a distensão da bexiga pela urina, desencadeia um reflexo, controlado pela interação entre nervos e cérebro, que vai produzir uma contração da bexiga ao mesmo tempo que um relaxamento da uretra, eliminando a urina que estava armazenada.

Tendo isto em mente, é de se esperar que se houver alguma doença acometendo o sistema nervoso, todo esse mecanismo de armazenamento e eliminação de urina não vai funcionar adequadamente, produzindo sintomas urinários.

Várias doenças neurológicas como as malformações, esclerose múltipla, traumatismos raquimedulares, doença de Parkinson, mal de Alzheimer, acidentes vasculares, etc., podem desencadear alterações miccionais como incontinência ou retenção urinária e bexiga hiperativa (aumento da frequência, incluindo a necessidade de levantar várias vezes à noite para urinar, e urgência

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10 de fevereiro de 2018

Dia 10 de fevereiro é o dia do atleta profissional. Mas você sabe quem é esta pessoa? O atleta profissional é aquele indivíduo que tem o esporte como sua profissão. Sua vida não é nada fácil: treinos exaustivos, competições ao final de semana, corpo dolorido, dietas, uso de suplementos, fisioterapia diária… Ufa! Neste cenário, em que o corpo é levado ao limite, surgiu, nos Jogos Olímpicos de 2016, o termo incontinência atlética. A incontinência atlética acomete mulheres jovens e que nunca tiveram partos. Ela não tem os clássicos fatores de risco para as disfunções do assoalho pélvico, como idade, paridade e obesidade. A perda de urina ocorre somente no esporte, principalmente no trampolim acrobático (cama elástica), corrida de longa distância, vôlei e basquete. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico pode melhorar a incontinência atlética, mas deve ser ajustada a especificidade de cada esporte. Além disso, muitas destas atletas usam dispositivos vaginais, como tampões ou Pessários para minimizar a perda de urina. O atleta profissional normalmente tem uma equipe de profissionais que cuida da sua carreira e garante que o seu “instrumento de trabalho”, o corpo, esteja sempre saudável. Nutricionistas, médicos, psicólogos, fisioterapeutas, técnicos, entre outros, devem conhecer a incontinência atlética, para minimizar o impacto do exercício físico no assoalho pélvico. Bons

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31 de maio de 2017

O que é Incontinência Urinária? A Incontinência Urinária (IU) pode ser entendida como um sintoma, uma vez que o paciente pode chegar ao médico e contar uma perda involuntária de urina ou um sinal quando o médico detecta no exame físico. A Incontinência Urinária (IU) corresponde a qualquer perda involuntária de urina referida pelo paciente. Essa perda pode ocorrer em várias situações, como por exemplo, ao realizar algum esforço, mas, pode ocorrer em repouso, ou pode ser precedida de algum sintoma, como uma urgência miccional. Então, a incontinência urinária envolve uma série de doenças. A IU é uma doença ou é um sintoma de uma doença? Várias doenças podem evoluir com um sintoma de IU. Pode ser decorrente, eventualmente, de processos cirúrgicos, onde a paciente é submetida a um tratamento de outra doença e acaba tendo como decorrência desse tratamento alteração no mecanismo de continência que existe no canal da urina, chamado uretra, mas, também a incontinência pode decorrer, por exemplo, de algumas doenças clinicas. Existem, por exemplo, algumas formas de apresentação do diabetes que podem levar a um descontrole do funcionamento da bexiga levando a IU, outro exemplo, é a doença de Parkinson que também pode alterar o funcionamento da bexiga levando a IU, os derrames também comumente podem levar a IU. No caso do homem, a cirurgia para o tratamento

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2 de maio de 2017

A Síndrome da Bexiga Hiperativa (SBH) é um conjunto de sinais e sintomas, ou seja, para um indivíduo ter o diagnóstico de Síndrome da Bexiga Hiperativa é necessário que ele apresente algumas características:

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