Tag: incontinencia urinaria

27 de março de 2021

O controle da urina durante o dia deve acontecer até os 3 anos e e o controle da noite até os 5 anos de idade. Após essa idade, se ocorrer escapes de xixi durante o dia é denominado de incontinência urinária diurna e se houver durante o sono, é conhecido como enurese ou “xixi na cama”. A enurese é classificada em monossintomática quando o único sintoma é o xixi cama, mas quando associada a outros sintomas como escapes durante o dia, ir várias vezes ao banheiro ou ir muito pouco, cruzar as pernas para segurar o xixi, sair correndo para ir ao banheiro, intestino preso, infecção urinária, é denominada não-monossintomática ou disfunção da bexiga e do intestino. As causas das alt… [09:46, 27/03/2021] Ana Claudia Crotti: O tratamento específico para as disfunções da bexiga e do intestino em crianças incluem uroterapia padrão e uroterapia específica com biofeedback e eletroestimulação. A uroterapia padrão inclui explicações sobre a função da bexiga, do intestino e orientações sobre modificações comportamentais, como urinar em intervalos regulares, beber mais líquido durante o dia e evitar líquido á noite, evitar alimentos e líquidos irritativos como sucos e frutas ácidas como limão, abacaxi, laranja, cafeína, refrigerantes, alimentos industrializados e diminuir o consumo de sal. É importante ter uma postura adequada na hora de urinar e evacuar, para isso é recomendado um redutor do as

22 de março de 2021

O câncer de próstata é um dos mais frequentes na população masculina e chega atingir até 1 em cada 6 homens. O diagnóstico precoce aumenta a chance de o paciente ter um melhor prognóstico e evita as complicações mais comuns, como a incontinência e a impotência. A implicações da incontinência chegam a ser mais significativas que as da impotência, pois o homem incontinente enfrenta impactos não apenas na vida sexual, mas também no âmbito social, profissional e psicológico. O rastreamento para câncer de próstata é realizado através dos exames de PSA e toque retal, a partir dos 50 anos. É importante ressaltar que o rastreamento evita o diagnóstico tardio e, com o auxílio de exames adicionais como a ressonância magnética, tem-se a decisão de fazer ou não a biópsia da próstata. O urologista deve ponderar junto ao paciente e sua família os prós e contras da biópsia, com o objetivo de evitar o diagnóstico de tumor indolente e não deixar passar um tumor clinicamente significante. Atualmente, a evolução do diagnóstico permite a adoção de tratamentos individualizados para o câncer de próstata, dependendo da diferenciação dos graus da doença: se ela está em estágio inicial, moderado ou avançado (já tendo se espalhado para outros órgãos). Essa avaliação inicial ocorre com a realização dos exames já mencionados (PSA, ressonância) e também de cintilografia óssea. Com o resultado da biópsia, e

20 de março de 2021

  A incontinência urinária na atleta acomete esportistas que praticam exercício de alto impacto e alta intensidade. Praticantes de trampolim acrobático (cama elástica), basquete e vôlei tem um risco aumentado de incontinência (pode passar de 50%). Já nas corredoras e nas praticantes de CrossFit, a perda sem querer de urina ocorre em quase 30%. Algumas considerações são importantes na incontinência urinária atlética. Esse sintoma só ocorre durante o esporte (essas mulheres não perdem urina no dia a dia), normalmente são mulheres jovens e que não tiveram partos, e existe um componente alimentar envolvido. Ou seja, fazer dietas muito restritivas, que não tenham a quantidade de energia ideal para o esporte que pratica, pode aumentar o risco de incontinência atlética. O tratamento consiste na fisioterapia pélvica associada ou não aos pessários vaginais. Os pessários, são dispositivos de silicone, colocados na vagina e que seguram a bexiga durante o exercício físico. A maioria dos exercícios físicos não causam nenhum problema ao assoalho pélvico feminino. Por isso, o exercício físico regular deve ser encorajado para a prevenção das principais doenças crônicas não transmissíveis e melhora da Qualidade de Vida. Bons treinos!   Texto produzido pela Profa. Dra. Maita Poli de Araujo Professora do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde aplicada ao Esporte e à atividade Fí

17 de março de 2021

A incontinência urinária ou a perda involuntária de urina é um problema muito frequente que afeta homens, mulheres, crianças e idosos. Há algumas situações que predispõem a pessoa a desenvolver ou a agravar a incontinência urinária. Nas mulheres, o período de climatério e a menopausa contribuem para a perda de urina. Com a menopausa, ou a cessação dos ciclos menstruais e fim da fase reprodutiva, ocorre a queda significativa da produção dos hormônios sexuais principalmente do estrogênio na mulher. Além dos já conhecidos sintomas de calores, sudorese, alteração de humor que a mulher pode apresentar, estão também a secura na vagina, os sintomas sexuais como queda de libido, e os sintomas urinários de modo geral. Dentre os problemas urinários que podem ocorrer após a menopausa estão: ardor para urinar, aumento da frequência miccional, urgência urinária (desejo súbito de urinar) e as perdas de urina. A incontinência urinária pode ser principalmente de dois tipos: a de esforço (perder urina ao tossir, espirra, correr, pegar peso) e a incontinência urinária de urgência (perder urina involuntariamente na ocasião do desejo súbito de urinar, sem conseguir segurar a perda até chegar ao toilete). Mas por que a menopausa agrava as perdas de urina? A falta de estrogênios acarreta atrofia dos órgãos genitais e urinários (bexiga e uretra). Com isto, a mucosa da uretra e da bexiga ficam mais af

7 de outubro de 2020

American Urological Association (AUA) define a Síndrome da Bexiga Dolorosa (SBD)/Cistite Intersticial (CI) como uma sensação desagradável (dor, pressão ou desconforto) na região vesical (bexiga), que está associada a sintomas do trato urinário inferior com mais de seis semanas de duração na ausência de infecção ou outra causa que possa ser identificada. Como sintomas da SBD/CI, citam-se:

  • Necessidade urgente de urinar, tanto durante o dia como à noite.
  • Necessidade frequente de urinar, destacando-se que em casos graves de SBD/CI a pessoa pode urinar até 20 vezes por dia ou mais.
  • Pressão, dor e sensibilidade na bexiga, pelve e períneo. A dor e a pressão podem aumentar à medida que a bexiga enche, e diminuir à medida que a bexiga se esvazia.
  • Dor durante a relação sexual (dispareunia).

O diagnóstico da SBD/CI deve ser baseado na presença de dor pélvica crônica somada à pressão, dor ou desconforto vesical e também a um ou mais sintomas urinários, como a urgência urinária ou o aumento da frequência miccional associada ao baixo volume vesical. Outras doenças como câncer de bexiga, doenças infecciosas (infecção urinária), prolapsos (queda da bexiga), endometriose, candidíase vaginal e câncer ginecológico devem ser descartadas. O tratamento deve iniciar com orientações em relação ao diagnóstico, manejo e prognóstico da doença. O t

15 de setembro de 2020

A relação entre a incontinência urinária (IU) e a mobilidade funcional vem sendo investigada. Há evidências de que mulheres idosas com IU apresentam maior declínio de sua mobilidade funcional (marcha e equilíbrio) quando comparadas às mulheres continentes e que tais funções se tornam ainda mais comprometidas naquelas mulheres com IU severa (Fritel et al., 2015). O comprometimento do equilíbrio postural (EP) leva a um maior risco de quedas, e a prevalência de quedas em indivíduos idosos com IU é maior quando comparada aos indivíduos sem IU (Luo et al., 2015). Em um estudo com 6.051 indivíduos com 75 anos ou mais observou-se que 810 deles (13%) relataram IU e quedas durante o ano anterior ao estudo (Wenger et al., 2010). A literatura relata que mulheres com incontinência urinária de esforço apresentam um maior deslocamento do centro de gravidade, comparadas às mulheres continentes, sugerindo-se que o EP pode estar prejudicado, aumentando o risco de quedas (Smith et al., 2008). Observa-se que mulheres com IU moderada apresentam déficit no controle postural quando comparadas às mulheres continentes e que os programas de exercícios de estabilidade postural devem ser incluídos nos programas de tratamento para mulheres com IU (Chmielewska et al., 2017). Tanto as quedas como a IU são fatores de limitação física e de impacto na qualidade de vida, pois exercem múltiplos efeitos sobre as

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26 de maio de 2020
Olá Amigos e Amigas da Berta!
Estamos felizes em lançar a programação da nossa III Jornada de Fisioterapia Pélvica e II Encontro Multidisciplinar da Associação Brasileira Pela Continência BC Stuart, que neste ano será on-line e gratuita.
A Jornada terá como objetivo promover palestras e debater com alunos e profissionais de saúde de diferentes áreas temas relacionados à atuação dos profissionais na prevenção e tratamento das disfunções urinárias.
Programação: III Jornada de Fisioterapia Pélvica e II Encontro Multidisciplinar da Associação Brasileira Pela Continência B. C. Stuart
Horário Tema Palestrante
8:45h Abertura do Evento: Apresentação da Associação Brasileira pela Continência B. C. Stuart Dra. Fátima Fitz Fisioterapeuta – UNIFESP/ Centro Universitário São Camil

17 de maio de 2020
Caros Amigos (as) da Berta,
Aproveitando esse momento de pandemia, a Associação Brasileira Pela Continência B. C. Stuart com o apoio da empresa Boston Scientific, irá realizar no dia 22/05 uma palestra digital.
O urologista Dr. Luiz Gustavo Morato de Toledo será o nosso convidado e estará abordando o tema: “Incontinência Urinária: Quando procurar ajuda?”
A conversa terá como foco a incontinência urinária masculina e feminina e sua participação será muito enriquecedora.
É só clicar no link abaixo e você será direcionado para o aplicativo Teams:
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16 de agosto de 2018

Ontem, dia 15 de agosto foi celebrado o dia da gestante. E o que a gravidez pode ter a ver com a incontinência urinária?

Segundo a Sociedade Internacional de Continência(ICS) , a incontinência urinária é definida como qualquer perda involuntária de urina. São definidas em cinco tipos: incontinência urinária de esforço, incontinência urinária de urgência, incontinência urinária mista, incontinência urinária por transbordamento e incontinência urinária funcional.

A gestação é considerada um fator que favorece o aparecimento de incontinência urinária (IU)), pois pode levar ao enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico. O tipo mais comum de incontinência

10 de fevereiro de 2018

Dia 10 de fevereiro é o dia do atleta profissional. Mas você sabe quem é esta pessoa? O atleta profissional é aquele indivíduo que tem o esporte como sua profissão. Sua vida não é nada fácil: treinos exaustivos, competições ao final de semana, corpo dolorido, dietas, uso de suplementos, fisioterapia diária… Ufa! Neste cenário, em que o corpo é levado ao limite, surgiu, nos Jogos Olímpicos de 2016, o termo incontinência atlética. A incontinência atlética acomete mulheres jovens e que nunca tiveram partos. Ela não tem os clássicos fatores de risco para as disfunções do assoalho pélvico, como idade, paridade e obesidade. A perda de urina ocorre somente no esporte, principalmente no trampolim acrobático (cama elástica), corrida de longa distância, vôlei e basquete. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico pode melhorar a incontinência atlética, mas deve ser ajustada a especificidade de cada esporte. Além disso, muitas destas atletas usam dispositivos vaginais, como tampões ou Pessários para minimizar a perda de urina. O atleta profissional normalmente tem uma equipe de profissionais que cuida da sua carreira e garante que o seu “instrumento de trabalho”, o corpo, esteja sempre saudável. Nutricionistas, médicos, psicólogos, fisioterapeutas, técnicos, entre outros, devem conhecer a incontinência atlética, para minimizar o impacto do exercício físico no assoalho pélvico. Bons

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